segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Cultural

Galera que fala que é cultural comer carne/queijo/ovo, concordo.
Mas vamos concordar tbm que turismo sexual com meninas e meninos pobres nas ruas do Brasil, por exempo, tbm é cultural?
Usar práticas culturais como desculpa é disco velho, arranhando, que já sabemos que tá furado!
Usar discurso de sustentabilidade pra manter um hábito alimentar é feio, é agressivo, e nada sustentável.
A gente não melhora as práticas culturais que denigrem/maltratam/matam um grupo, a gente abole e cria outras.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Motivos pelos quais relacionamentos foram desfeitos ou nem chegaram a serem feitos:

- Mentiras, me colocando em situações sem me deixar em plena ciência dos fatos;
- Tratamento paternalista, ou me colocando como não entendedora de um assunto que eu automaticamente não entendo por ser mulher;
- Sumiço quando os meus problemas (principalmente os psicológicos) ficam evidentes. Ou seja, deu uma deprezinha tchau-um-abraco;
- Querer me colocar como a outra, obviamente negando o envolvimento com a mina 'principal'. Negando tbm pra ela a minha existência;
- Negar demonstrações de afeto publicamente;
- Usar o que eu falei contra mim. Gaslighting brabo;
- Aparecer em momentos oportunos, pra ele;
- Usar as lembranças do envolvimento pra conseguir alguma coisa;
- Jogar indiretas pra ver se consegue alguma coisa;
- Usar momentos de fragilidade pra conseguir alguma coisa;
- Pagar a conta pra conseguir alguma coisa;
- Fazer de (quase) tudo pra conseguir alguma coisa e achar que eu não estou percebendo;
- Quando consegue alguma coisa achar que foi puramente o poder másculo de sedução, que eu me deixei levar, que não foi a minha vontade desde o início;
- Exigir ou enfatizar suas preferências estéticas e comportamentais, por exemplo corte de cabelo, roupa, batom, esmalte, depilação, sair/falar com amigos, etc;
- Não fazer atividades por serem 'atividades de mulher', tipo lavar a louça, varrer a casa, arrumar a cama, etc.
- Deixar pra mim responsabilidades que caberiam aos dois;
- Passar por cima das pessoas com falas de "eu sei o que é isso, já passei por coisa pior". Falta de empatia;
- Debochar/desdenhar/diminuir minhas lutas;
- Visualizar e não responder;
- Falar que não foi golpe;
- Banho-maria, chato, boring..;
- Se achar o gostosão pelas experiências e conhecimentos.
- Achar que tem que saber de tudo sempre e sair falando, ao invés de assumir que não sabe, ficar quieto e escutar;
- Exigir elogios;
- Exigir atenção sempre e da forma que deseja;
- Falar mal dos relacionamentos anteriores e das exs.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Aceita que dói menos.

Hoje o tempo estava indeciso: começou nublado, depois saiu um solzão de rachar, de tardinha vieram umas nuvens e fizeram cair uma chuvinha, mas tão de leve que mais parecia uma dança de gotinhas, que nem chegaram a molhar, bonito mesmo. Aí depois veio um sol tímido, finalizando o dia com um pôr do sol lindo, cheio de nuvens gigantes, uma luz que dava vontade de parar tudo só pra assistir, todo mundo com uma cor bonita, os prédios iluminados. Fiquei triste pq, ainda agarrada na ideia de PRECISAR registrar momentos como esse numa fotinha de celular, não consegui fazer. Mas vi que uma galera do meu feed do instagram reparou no céu tbm. Foi bacana de ver.

Agora de noite o céu está cheio de luzes artificiais e tiros.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Segundo Encontro

20h50: Início
21h00: Guaraná e Mate
00h50: Minha vez de pagar a conta
01h20: Primeira Antártica
02h10: Segunda Antártica
03h20: Balde de água e cloro
04h10: Taxi
05h00: Ultima mensagem visualizada


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Se comunicar é uma ação incrível, quando mal feita pode arruinar tudo, mas, por outro lado, quando consegue atingir o objetivo pode salvar de crises.


domingo, 2 de outubro de 2016

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sábado, 1 de outubro de 2016

Deuzo livre falar sobre essas coisas de bicha, viado com as crianças. Essas aberrações que não se enquadram em macho e fêmea, esses coitados com fé na macumba, esses vagabundos comunistas que não querem trabalhar pra ficar as custas do suor alheio, essas pragas não podem chegar perto das nossas crianças!
Certo mesmo é matar os sonhos infantis, colocando todos num ritmo louco de produção, comprando tudo e todos. Bom mesmo é criar pessoas sobrecarregadas, que precisam de uma valvulinha de escape na cachaça, no tapa, berro e soco na mulher/irmã/empregada. Bom mesmo é ver a intolerância desde cedo, logo nas primeiras turmas na escola o menino pegador passam a mão em todas as meninas, é colocar as meninas pra arrancarem cabelo uma das outras por causa do boyzinho, é escrachar os gordinhos, xingar o afeminado de boiola e mandar pra casa todo mundo chorando. Pra quê gastar neurônios de nossas crianças quando tudo pode ser resolvido com puliça, tiro, cassetete?! Manda todo mundo pra uma igreja mais perto, se não der certo na vida foi pq deus não quis. E se deus não quis, meu irmão pode ter certeza de que não tem solução, manda pra jaula, pra cadeira, pra prisão. Ou chama aqueles retardados dos direitos humanos que eles levam pra casa.


Essa sociedade mata.





quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Sobre envergar e não quebrar

As vezes me pego no tamanho de um grão de arroz, me sentindo pequena pelas ausências que não preenchi, pelos erros que comi, pelo que não aprendi, pelos lapsos de coragem que faltaram em alguns momentos.
Mas toda vez que revejo fotos, releio diários, relembro momentos percebo que eu tenho história, sobrevivi a muita coisa, fui muito forte durante muitas tempestades.
Envelhecer tem muitas partes ruins, mas de troca dá história, dá aquela segurança de não deixar que qualquer um te tire o equilíbrio.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Quelqu'un m'a dit

não que a letra tenha a ver com alguma coisa, obrigatoriamente.
mas sinto ar novo.
não que alguém tenha me falado, obrigatoriamente.

sábado, 20 de julho de 2013

quinta-feira, 18 de julho de 2013

sábado, 11 de fevereiro de 2012

sinestesias com paletó, vestido, quarto, seios..

Se eu pudesse ser uma fagulha de uma lembrança explosiva, gostaria que lembrasse dessa música. Não faz mais sentido fora do campo das lembranças, e não há necessidade de fazer em outra campo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Não lamente. O que se perde retorna em outra forma.

Jalal Ad-Din Muhhamad Rumi (1207-1273)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Carta não enviada

Ler Ouvindo


Olá Desconhecido.

É com muita estranheza que mando esse email. A dificuldade em ter coragem para escrevê-lo até o final é grande, mas tenho a necessidade de fazê-lo.

Faz muito tempo que não nos falamos, muito menos nos vemos, não consigo ter certeza de como você vai receber isso. Como a probabilidade de nos esbarrarmos por ai é mínima e como eu não tenho mais seu número (roubaram meu celular com todos os meus contatos), mando esse email.

Bom, o único intuito é de te pedir desculpas. Imagino que isso não faz o menor sentido e nem vai modificar alguma coisa agora na sua vida. Mas depois de ler uns textos que escrevi em 2009, percebi o quanto fui vil. Consegui ultrapassar a barreira da infantilidade que é aceitável numa menina de 18 anos, chegando a ser perversa. Acho que causei danos que não eram necessários e disso me envergonho.

Só estou desenterrando essa história agora porque realmente me fez muito mal ler o que escrevi. Procurei por emails que trocamos como farpas naquela época e me senti pior ainda. E só me senti mal porque de alguma forma você teve relevância num momento da minha vida. Espero que não encare isso negativamente. Eu realmente gostaria que soubesse que me arrependo da forma leviana que me comportei naquele momento.

Desculpe o incomodo com isso tudo agora.

Cordialmente,

Amizade

Ler ouvindo.

Com pouco esforço ainda sinto meus lábios sensíveis pelos beijos quase carnívoros que tivemos. Com gosto de cerveja, com gosto de cigarro, com a textura da sua barba macia. Qualquer imaginação depois dessa a vergonha me impossibilita de descrever. É uma vergonha safada, uma das piores que considero existir entre duas pessoas. Vergonha que não tem endereço fixo e fica, ora nas conversas polidas e cheias de cuidado, ora entre minutos breves de euforia representados pelos abraços apertados, pelas mãos contidas tentando sentir algum centímetro de pele. Com você a bipolaridade alcança níveis alarmantes, chega à beira da loucura. Mediante tanto conhecimento desconhecido um do outro, acabo optando pela perda. Perda da contínua incerteza, perda das possibilidades. Com você me sinto em alerta em cada palavra, em cada idéia, em cada tudo. Não consigo falar em primeira pessoa, não consigo te enxergar de forma pessoal. Ainda tenho dúvidas cruéis sobre quem é você, o que você quer, até onde posso ser de verdade com você. Isso tudo porque as informações que vim guardando de você são borrões, que se juntaram formando algo que talvez fosse melhor não existir. Estar com você me trava tanto que passei a ter vergonha de escrever pra mim mesma. Por isso me distancio, me calo, me torno um ser sem surpresas, entediante. Escolho a amizade sem as expectativas desse caminho esquizo.