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domingo, 2 de outubro de 2016

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sábado, 11 de fevereiro de 2012

sinestesias com paletó, vestido, quarto, seios..

Se eu pudesse ser uma fagulha de uma lembrança explosiva, gostaria que lembrasse dessa música. Não faz mais sentido fora do campo das lembranças, e não há necessidade de fazer em outra campo.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Sexta!

Porque hoje é sexta, está uma chuvinha safada lá fora, a cólica prende dentro de casa, dinheiro para passar o fim de semana num paraíso pago está minguado e companhia disponível e que ainda faça esquecer o q é mau humor está difícil!


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Moleskine


I should have known you better,
I should have hugged you more.


But I am weird
And I feel strange
I've got one fear,
it is so hard to change.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

2:40

São duas e quarenta da manhã. Tenho dezenove anos. Fazendo uma conta rápida, e levando em consideração que minha habilidade matemática talvez chegue ao nível básico, foram seis mil oitocentas e oitenta e nove vezes que passei por esse horário. Sei lá a razão que me levou, hoje, a fazer uma retrospectiva de tudo que vive nessa hora do dia. Quantas noites dessas tantas eu sou capaz de lembrar? Algumas poucas me saltam a memória sem pudor . A noite que passei acordada velando com carinho que velou tantas vezes meu sono. A noite que o celular tocou com uma ligação de desespero e achei que era um sonho pertubador. As duas e quarenta que eu passei na estrada voltando pra casa. As noites que passei matando meus antioxidantes, na presença de álcool, fumaça e horas de sono perdida. A noite que até hoje me causa incômodo por ter existido. Os começo de madrugadas que passei na internet conversando euforicamente. As noites que passei bem acompanhada de ternura. Como poderia lembrar de todas as noites? Nem se eu reler todas as minhas anotações. Nem as dezenove madrugadas de reveillon sou capaz de lembrar. Não me aflinge não lembrar. Eu gosto dessa hora, 2:40! DUAS E QUARENTA!
As vezes são silenciosas, as vezes são o começo de um dia.



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

bobagem

Volto pra casa. Ainda está sol, muito forte e quente. A estrada não muito longa parece ganhar mais alguns quilômetros.

O motorista acelera e em pouco mais de duas horas chego ao ponto do ônibus que me deixará na porta de casa.

No caminho uma nostalgia boba me abraça. A praia, o pôr do sol, a saúde personificada em atividades ali. Entre um grupo de capoeira e um cara correndo na orla, surgem umas caras pintadas. De roupas largas, um de nariz vermelho, outro de camisa listrada, garrafas de cerveja que parecem ganhar vida, ou dar vida. Mas o que se destacou foi o impulso incontrolável de um deles que corre pra areia, deita ao lado de uma mulher que tomava banho de sol e sem que ela percebesse começa um jogo de espelhos.

De dentro do ônibus, como outro impulso, não consigo conter um sorriso. Antes que o sinal abrisse para continuar o trajeto a mulher percebeu a presença daquele cara ali e começa uma conversa. O ônibus volta a andar e os rostos, as esquinas e as memórias repentinamente afloram em mim, como sinestesias malucas. Mais uma vez o motorista para, dessa vez para umas pessoas saírem. Era uma sexta, horário que as crianças saem das escolas, horário que me faz lembrar quando minha mãe me buscava no colégio, me levava no dentista e depois, malandramente pedia um sunday de chocolate do bob’s, alegando que o aparelho estava machucando. Várias crianças entraram no ônibus.

Mas o que me chama total atenção é um senhor, avó com seu neto de poucos anos no colo no ponto do ônibus. Os olhares e as risadas que eles trocam me prendem de tal maneira que meu sorriso de segundas atrás se estende.

Cada rua, esquina, loja, prédio, qualquer espaço dessa cidade passa a ter um olhar valioso.

Voltar pra minha casa, pra minha cidade e ter esse pronome possessivo nos sentidos é incrivelmente recompensador.

Finalmente sinto casa.